Resumo rápido: como andar de skate em 7 passos
-
Escolha o equipamento certo. Comece com um skate montado para iniciante, com shape entre 7.75” e 8.0”, trucks proporcionais e rodas médias, que sejam estáveis sem parecer um trambolho. Use capacete, joelheira, cotoveleira e munhequeira, porque cair faz parte do processo. Nos pés, priorize tênis de skate com solado em borracha, boa aderência e reforço no cabedal, como QIX AM Skate Confort e Chorão Park, que seguram impacto e grip na lixa.
-
Aprenda a subir e encontrar sua base. Em um chão liso, coloque o skate perpendicular a uma parede ou grama para ele não sair andando. Suba com um pé de cada vez, joelhos semi-flexionados e ombros alinhados ao shape. Teste se você se sente melhor com o pé esquerdo na frente (regular) ou o direito (goofy) antes de sair empurrando, porque isso vai guiar toda a sua evolução.
-
Pratique o empurrão básico. Com o pé da frente no parafuso, use o pé de trás para empurrar o chão em passos curtos e constantes, evitando “corridões” descontroladas. Quando ganhar velocidade, coloque o pé de trás sobre os parafusos traseiros e volte à posição de base, mantendo joelhos flexionados. Repita esse ciclo até o movimento ficar natural, como caminhar.
-
Aprenda a frear com controle. O primeiro freio é arrastar levemente o solado do pé de trás no chão, mantendo o peso no pé da frente para não travar seco. Depois, você pode usar o “tail drag”, encostando o tail no chão com cuidado, ou fazer curvas mais fechadas para perder velocidade. O importante é nunca depender só da sorte ou de “pular fora” do skate sem pensar.
-
Domine as curvas e mudanças de direção. Comece com curvas suaves, inclinando o corpo e pressionando a borda do skate com os dedos ou o calcanhar, sem girar só o tronco. Quando isso estiver confortável, pratique curvas mais fechadas e carves em “S”, sempre olhando para onde você quer ir, não para os pés. Virar bem é metade do rolê.
-
Treine quedas seguras desde o início. Cair de perna esticada ou braço travado é receita para lesão. Sempre que perder o equilíbrio, tente flexionar joelhos e quadril e, se possível, rolar de lado em vez de bater seco. Use as proteções a seu favor, principalmente joelheiras e capacete, e encare cada queda como parte do aprendizado, não como derrota.
-
Inclua manobras básicas e escolha lugares certos para praticar. Quando você já estiver empurrando, virando e freando com confiança, comece a treinar manobras simples como cavada, manual e ollie parado. Procure pistas públicas, praças e parques onde o skate é bem-vindo e respeite pedestres, regras locais e horários. Evoluir “de verdade” é andar muito, respeitar o corpo e entender que o skate é lifestyle, não corrida.
1. Equipamentos indispensáveis para começar
Skate: shape, trucks e rodas ideais para iniciantes
Para dar seus primeiros rolês, um skate bem montado faz mais diferença do que qualquer dica mágica. Um shape entre 7.75” e 8.0” costuma ser o ponto de equilíbrio entre estabilidade e manobrabilidade, funcionando bem para a maioria das pessoas. Trucks proporcionais à largura do shape evitam aquela sensação de skate “torto”, e rodas de dureza média ajudam a deslizar sem travar em qualquer pedrinha.
Se for seu primeiro contato, vale buscar um skate pronto de marca especializada, e não aqueles modelos de brinquedo de supermercado. Um conjunto confiável responde melhor ao seu peso, aguenta impacto e te dá segurança para evoluir para o street, o park ou o bowl depois. Pense no skate como seu instrumento de trabalho: quanto mais afinado, mais fácil fazer música.
Proteções: capacete, joelheira, cotoveleira e munhequeira
Não existe “andar de skate de verdade” sem falar de segurança. Capacete, joelheira, cotoveleira e munhequeira são aliados importantes, principalmente nas primeiras semanas quando as quedas são mais frequentes. Muita gente pula essa etapa com vergonha, mas quem vive a rua sabe que um tombo mal dado pode te tirar da pista por meses, e não por orgulho.
Escolha equipamentos com certificação, alças firmes e tamanho correto, de forma que fiquem bem ajustados sem machucar. Em pistas cheias ou sessões de street pesado, até skatista experiente volta a usar proteção, porque impacto grande não perdoa. Lembre que a ideia não é virar robô engessado, e sim criar uma armadura que permita errar à vontade sem parar sua evolução.
Tênis de skate: grip, proteção e conexão com o shape
O tênis de skate é o ponto de contato entre seu corpo e o shape, por isso vale dar uma atenção especial. Solado em borracha com boa textura garante grip na lixa, enquanto construções vulcanizadas – como na linha QIX AM Skate Confort – aumentam a sensibilidade do pé e facilitam sentir cada movimento. Para iniciantes, essa sensação de controle é ouro, porque ajuda a ajustar posicionamento e equilíbrio mais rápido.
Cabedal em camurça ou materiais reforçados protege o pé do atrito constante com o grip tape e reduz o desgaste do tênis. Modelos como QIX Chorão Park, QIX 90’s e QIX 90’s OG combinam resistência, estilo clássico e uma forma que segura bem o pé nas curvas e manobras. Já quem quer um tênis de skate feminino com pegada de moda pode olhar para QIX Sweet, que leva a base do Chorão Park para colorways como Algodão Doce e Oreo sem perder performance.
Se a dúvida é por onde começar, pense assim: para seu primeiro par voltado ao skate, priorize o conforto e a proteção, e não só a cor do cabedal. Linhas como QIX AM Skate Confort e alguns modelos Chorão são feitos justamente para quem está aprendendo e precisa de estabilidade, grip e amortecimento na medida. Nada impede de ter um segundo par mais “de rolê”, mas na pista o foco é evolução.
2. Como subir no skate, empurrar, frear e virar

Encontrando sua base: regular ou goofy
Antes de querer sair voando, é essencial descobrir qual é sua base. Uma forma simples é pedir para alguém te empurrar levemente pelas costas e ver qual pé você coloca à frente para se equilibrar; esse tende a ser o pé da frente no skate. Se for o esquerdo, você é regular; se for o direito, goofy. Não existe certo ou errado, importa o que seu corpo pede.
Em um chão plano, coloque o skate travado na grama ou perpendicular a uma parede. Suba primeiro com o pé da frente, posicionando-o na região dos parafusos, e depois traga o pé de trás para o tail. Mantenha joelhos flexionados, tronco levemente inclinado à frente e olhe para o horizonte, não só para os pés. Ficar confortável parado é o primeiro passo antes de ganhar velocidade.
Empurrando com controle
Para empurrar, deixe o pé da frente sobre os parafusos e use o pé de trás para dar pequenos passos no chão, como se estivesse correndo devagar. Evite esticar demais a passada para não perder o equilíbrio, principalmente no início. Quando já estiver com uma velocidade gostosa, coloque o pé de trás de volta no tail ou nos parafusos traseiros e retome sua base, ajustando o peso entre os dois pés.
Uma dica importante é não travar o corpo: braços soltos, ombros alinhados ao skate e joelhos sempre levemente flexionados fazem toda a diferença. Com o tempo, o empurrão vira movimento automático, e você passa a se preocupar mais com linhas, curvas e obstáculos do que com o “como andar”. Nessa hora, o tênis com bom grip e conforto – tipo os modelos QIX focados em skate – torna o processo mais fluido.
Técnicas de freio básicas
O freio mais simples é arrastar o solado do pé de trás no chão, mantendo o peso no pé da frente para evitar trancos. Comece fazendo isso em superfícies lisas, com pouca velocidade, até entender o quanto precisa pressionar para diminuir o ritmo. Não arraste o pé todo de uma vez; pense em um toque progressivo, quase como um “carinho” no chão.
Outra opção é o “tail drag”, em que você pressiona o tail do skate no chão e deixa o atrito fazer o trabalho. Use essa técnica com cuidado, porque desgasta a madeira e pode gerar um tranco maior se você exagerar na força. Em velocidades mais altas, aprender a fazer curvas mais fechadas e carves longos também ajuda a controlar a velocidade de forma mais suave.
Curvas e mudança de direção
Para virar, o segredo é distribuir o peso na borda certa, não só girar o tronco. Se quiser virar para o lado dos dedos do pé, pressione levemente essa borda, inclinando corpo e joelhos na mesma direção. Para o lado do calcanhar, faça o oposto, empurrando a borda contrária e deixando o skate responder. Comece com movimentos suaves e vá aumentando a intensidade gradualmente.
Quando estiver seguro, experimente carves em “S”, desenhando curvas largas e constantes, como se estivesse surfando no asfalto. Isso ajuda a ganhar confiança e entender como o skate responde ao seu peso em diferentes pontos. Lembre sempre de olhar para onde você quer ir, não para o chão; o corpo segue o olhar, e isso faz toda a diferença na fluidez do rolê.
3. Quedas seguras: como cair sem estragar o rolê
Cair faz parte do skate, e quem anda muito aprende a cair melhor, não a nunca cair. A regra de ouro é evitar impacto direto com os membros esticados, porque isso sobrecarrega articulações e ossos. Sempre que perceber que perdeu o controle, tente flexionar joelhos e quadril, baixando o centro de gravidade para diminuir a altura da queda.
Se for inevitável ir ao chão, tente rolar de lado usando ombro e costas, em vez de travar com mão ou cotovelo. As proteções entram exatamente aqui: joelheiras boas permitem deslizar de joelho em bowls e banks, enquanto munhequeiras reduzem o risco de torções fortes na mão. Em pistas cheias, prefira cair “para dentro” da área vazia, evitando cruzar a linha de outro skatista.
Treinar quedas de maneira controlada, em superfícies mais macias ou com baixa velocidade, pode parecer estranho, mas ajuda muito. Seu corpo aprende a reagir, e você cria reflexos de proteção automáticos. Com o tempo, essas pequenas “trombadinhas” viram apenas estatística do dia, e não motivo para encerrar a session.
4. Primeiras manobras básicas
Cavada e manuals
Antes de sonhar com flip e boardslide, vale dominar movimentos simples que constroem seu equilíbrio. A cavada nada mais é do que virar o skate em 180º ou 360º no chão, usando o peso do corpo e pequenos empurrões. Pratique parado e depois andando devagar, entendendo como o eixo do corpo ajuda na rotação.
Já o manual é aquele “empinada” no eixo traseiro ou dianteiro, mantendo as rodas opostas no ar por alguns segundos. Comece com manuais curtos, focando em alinhar o tronco e encontrar o ponto de equilíbrio sem travar o corpo. Além de ser divertido, esse tipo de manobra melhora muito sua sensibilidade sobre o shape e prepara terreno para manobras mais técnicas.
Ollie: pulo básico do skate
O ollie é a base de grande parte das manobras de street, então vale encarar com paciência. Primeiro, pratique parado: posiciona o pé de trás no tail e o da frente no meio do shape. Dê uma batida firme com o pé de trás enquanto arrasta o pé da frente em direção ao nose, “varrendo” o shape e trazendo o skate colado ao pé.
No início, talvez o skate só faça barulho sem sair do chão, e tudo bem. Foque em coordenar batida e arraste, além de puxar os joelhos para cima na hora do pulo. Só quando esse movimento estiver ficando natural parado é que vale levar para o rolê andando lento. Um tênis com bom amortecimento e cabedal reforçado – como Chorão Park ou AM Skate Confort – ajuda a aguentar a sequência de tentativas.
Shove-it e variações simples
Outra manobra boa para começar é o shove-it, em que você faz o skate girar 180º sob os pés sem dar um pulo tão alto. Com os pés em posição confortável, use o pé de trás para dar um leve “chute” na lateral do tail, fazendo o shape girar. Mantenha o peso centralizado e tente acompanhar a rotação com o olhar, voltando a encaixar os pés quando o skate completar o giro.
Comece com shove-its baixos, quase raspando o chão, e vá ganhando altura aos poucos. Essa manobra te ensina a controlar o skate no ar sem depender totalmente do pulo, o que abre caminho para flips e combinações futuras. De novo, constância é mais importante do que acerto instantâneo: dez minutos de treino focado todo dia valem mais que duas horas jogadas de vez em quando.
5. Onde praticar: rua, pista e um pouco de legislação

Rua, praças e espaços abertos
A rua sempre foi parte do DNA do skate, mas isso não significa sair descendo ladeira no meio dos carros. Procure praças com piso liso, calçadões onde o skate é bem-vindo e estacionamentos vazios em horários autorizados. O objetivo é ter espaço para errar e cair sem colocar ninguém em risco, nem você nem outras pessoas.
Respeite pedestres, ciclistas e moradores da região. Se alguém se sentir incomodado, tente resolver na conversa, sendo educado e explicando que você está aprendendo e tomando cuidado. Um bom relacionamento com o entorno aumenta as chances de aquele lugar continuar sendo um pico de rolê, em vez de virar mais um ponto proibido.
Pistas públicas e skates parks
Skate parks e pistas públicas são ambientes perfeitos para aprender, porque concentram gente com o mesmo objetivo e, muitas vezes, têm estrutura pensada para evolução gradual. Comece nas partes mais baixas, como banks suaves e rampinhas, sem se jogar direto nos obstáculos grandes. Observe a “linha” dos outros skatistas para não cruzar o caminho de ninguém de forma perigosa.
Muitos espaços têm regras próprias, como uso obrigatório de capacete ou limites de horário. Respeitar essas regras é parte do jogo e ajuda a manter a pista funcionando. Sempre que possível, procure horários mais vazios nas primeiras sessões, porque isso diminui a pressão de “atrapalhar” alguém e te deixa mais à vontade para errar.
Legislação resumida e bom senso
As regras sobre skate em espaços públicos podem variar de cidade para cidade, e vale ficar atento às placas e orientações locais. Em geral, andar em calçadões, ciclovias e praças é mais aceito do que em calçadas estreitas ou vias de trânsito intenso. Evite decolar do nada em escada de prédio comercial ou área privada sem autorização, mesmo que pareça “um pico perfeito”.
Independentemente das leis específicas, bom senso é lei maior: não ande em locais onde você claramente pode causar acidente grave, como avenidas movimentadas ou próximos a entradas de garagem. Além disso, mantenha o som em um volume suportável e recolha qualquer lixo gerado pelo rolê. Mostrar que o skate respeita o espaço que ocupa é o que garante espaço para andar cada vez mais.
6. Como evoluir mais rápido (e curtir o processo)
A chave para evoluir “de verdade” não é talento secreto, e sim constância. É melhor andar três ou quatro vezes por semana por meia hora do que tentar compensar tudo em uma sessão gigante no domingo. Seu corpo e seu cérebro aprendem por repetição, e o skate é um exercício perfeito de paciência aplicada. Valorize pequenos avanços, como empurrar com mais confiança ou fazer uma curva mais justa.
Andar com pessoas um pouco melhores que você acelera muito o processo. Observar a base, a postura e os detalhes de quem já acerta as manobras te dá referências concretas para copiar e adaptar. Sempre que puder, assista a vídeos com skatistas do time QIX, repare como eles posicionam o corpo e tente aplicar aos poucos no seu rolê. Inspirar sem se comparar é o caminho mais saudável.
Cuidar do corpo também faz parte: aqueça antes, alongue depois, mantenha a hidratação em dia e respeite os sinais de dor. Exigir mais do que o corpo consegue entregar naquele dia só deixa você mais perto de uma lesão chata. Com o tempo, você percebe que andar de skate não é só sobre manobra, mas sobre criar uma rotina de vida inteira em cima das quatro rodas.
FAQ – dúvidas de quem quer aprender a andar de skate
Quanto tempo demora para aprender a andar de skate?
Depende muito da frequência de treino, da idade e do histórico com outros esportes, mas em geral, quem anda de duas a quatro vezes por semana costuma pegar confiança para empurrar, virar e frear em um ou dois meses. As primeiras manobras, como ollie e manual, podem levar mais algumas semanas de tentativa e erro. O importante é não se comparar com vídeos editados da internet, e sim com a sua própria evolução de um mês para o outro.
Qual é o melhor skate para iniciantes?
Para começar, um skate de marca especializada com shape entre 7.75” e 8.0”, trucks proporcionais e rodas médias de dureza intermediária costuma funcionar bem. Evite skates de brinquedo, que entortam fácil e respondem mal ao peso. Se o objetivo é evoluir para o street ou park, já vale pensar em um setup que aguente impacto, mesmo que você ainda esteja no plano, porque isso é investimento em segurança e durabilidade.
Preciso usar capacete e outras proteções?
Ninguém é obrigado a usar, mas quem já tomou uns tombos feios costuma recomendar com convicção. Capacete, joelheira, cotoveleira e munhequeira protegem exatamente as áreas mais atingidas nas quedas de iniciante. Além disso, algumas pistas só permitem andar com capacete, então é melhor já encarar como parte do uniforme. No fim das contas, usar proteção não é sinal de medo, é sinal de que você quer andar por muitos anos.
Que tênis usar para aprender a andar de skate?
O ideal é um tênis de skate com solado em borracha aderente, cabedal reforçado e ajuste firme no pé. Linhas como QIX AM Skate Confort, QIX Chorão Park, QIX 90’s e QIX Sweet foram pensadas para segurar grip na lixa e proteger o pé no impacto, sem abrir mão do estilo do streetwear. Se você quer o melhor tênis para skate para começar, priorize conforto, estabilidade e durabilidade, deixando as colorways mais ousadas para os próximos pares.
Dá para aprender skate sozinho ou preciso de aula?
Muita gente aprende de forma autodidata, observando amigos, assistindo a vídeos e tentando na prática. Mesmo assim, ter alguém um pouco mais experiente por perto nas primeiras sessões ajuda muito, tanto em dica de base quanto em segurança. Aulas em escolas de skate também são uma opção boa para quem se sente mais motivado com estrutura e acompanhamento, principalmente crianças e adolescentes.
Qual a idade ideal para começar a andar de skate?
Não existe idade perfeita: dá para começar criança, adolescente ou adulto. Crianças geralmente aprendem mais rápido, porque têm menos medo de cair e o corpo responde rápido às novas demandas. Já quem começa mais velho talvez precise de um pouco mais de cuidado com aquecimento e fortalecimento, mas também costuma ter mais disciplina. O que manda é vontade e disposição para insistir.